O Enem 2026 vem aí, e a redação é um dos pontos-chave para quem quer se destacar em uma prova tão concorrida. O exame é a chance de entrada em universidades estaduais e federais de todo o país, e a redação para o Enem 2026 é a parte do teste que mais ajuda em desempates e no aumento das notas em cursos concorridos, como medicina.
Pensando nisso, a equipe do Tour da Bel desenvolveu uma professora virtual, que pode ser acessada no ChatGPT de forma gratuita, para preparar os estudantes para a redação do Enem 2026. Neste artigo, você encontrará um guia para se preparar para a prova e, principalmente, para as provas de redação e disciplinas de humanas.
Como se preparar para o Enem 2026 antes da prova
Todo concurso, como o vestibular, exige técnicas para aumentar o desempenho nas notas. No Enem 2026, não é diferente. Vamos listar alguns tópicos para ajudar você nesse preparo:
- Leia o edital do Enem 2026 com atenção e calma.
- Crie uma rotina de estudos diária. Alguns especialistas recomendam distribuir o tempo de estudos ao longo do dia para assimilar melhor o conteúdo e cansar menos.
- Mantenha também a promoção de um estilo de vida saudável. Muitos estudantes acreditam que estudar o dia todo, sem pausas para descanso, alimentação saudável ou prática de exercícios físicos, é o caminho. Porém, na prática, pessoas disciplinadas com o próprio bem-estar reduzem os índices de ansiedade e estresse, que podem atrapalhar bastante o desempenho.
- Leia e assista a notícias todos os dias. Notícias gerais, desde economia até temas sensíveis, como guerras e índices de criminalidade no país e no mundo.
- Diminua o tempo de uso de redes sociais.
- Estude com o YouTube: assista a vídeos de professores especialistas em Enem e também em concursos.
- Crie um RSS com notícias, envie direto para o seu e-mail e filtre o que realmente tem potencial de conhecimento para a sua prova.
- Estude os meios de transporte para o local de prova. Se o local tiver metrô ou acesso fácil por bicicleta, são boas alternativas para evitar atrasos. Se o local da prova for longe da sua residência, tente se programar para almoçar na região da prova.
- Evite beber ou sair à noite no dia anterior à prova. Não se estresse: tudo o que você estudou até então é suficiente para o seu desempenho.
- Faça redações para o Enem pelo menos duas vezes por semana. Peça a alguém para ler o seu texto ou use a nossa professora virtual para guiar a sua redação. Faça simulados, tanto online quanto com provas impressas.
O que fazer no dia da prova do Enem 2026
- Saia de casa com antecedência. Todos os anos, vemos pessoas chorando no portão dos locais de prova porque chegaram atrasadas. Leve água e um pequeno lanche, pois a prova é longa. Evite comidas pesadas que podem causar sono, como, por exemplo, feijoada.
- Faça a redação primeiro, a lápis, e depois passe para a caneta, lendo com atenção para a ortografia e o conteúdo. Leia o enunciado com bastante atenção!
- Logo depois, faça as questões das matérias em que você tem mais facilidade.
- Em seguida, verifique quanto tempo falta para terminar a prova. Se o tempo for acima de duas horas, saia um pouquinho para respirar e ir ao banheiro.
- Transcreva as respostas das questões que você já fez.
- Comece as questões das disciplinas em que tem dificuldade. Passe as respostas para o gabarito.
- Verifique se você não deixou nenhuma questão em branco.
- Prepare-se para o segundo dia de prova!
Boa sorte!
Como será feita a correção das redações do Enem 2026?
A redação do Enem é avaliada com base em cinco competências. Cada uma vale de 0 a 200 pontos, somando um total de 1.000 pontos. O texto é lido por dois corretores de forma independente, e os níveis variam em saltos de 40 pontos (0, 40, 80, 120, 160 e 200).
- A Competência 1 trata do domínio da norma culta da língua escrita (gramática, ortografia, pontuação e concordância).
- A Competência 2 diz respeito à compreensão do tema e à aplicação de conceitos de várias áreas, o repertório sociocultural, dentro da estrutura dissertativo-argumentativa.
- A Competência 3 envolve a seleção, a relação, a organização e a interpretação de informações e argumentos em defesa de um ponto de vista, ou seja, o projeto de texto.
- A Competência 4 avalia o conhecimento dos mecanismos linguísticos e o uso adequado de elementos de coesão, os conectivos entre frases e parágrafos. Por fim, a Competência 5 exige a elaboração de uma proposta de intervenção para o problema abordado, contendo agente, ação, meio ou modo, efeito e detalhamento, sem ferir os direitos humanos.
Evite fugir do tema ou usar a primeira pessoa do singular. Não copie os textos motivadores, não use gírias e não desrespeite os direitos humanos. Mantenha o texto com mais de sete linhas e use a norma culta da língua.
Alguns deslizes comprometem seriamente a nota. A fuga ao tema, ou seja, desviar do assunto principal da proposta, zera a redação. A cópia literal de trechos inteiros dos textos motivadores faz com que essas linhas sejam descontadas da contagem final. O texto curto também prejudica: escrever até sete linhas anula a redação, e menos de vinte linhas dificulta uma nota alta. A fuga ao tipo textual, como fazer um poema ou uma narração em vez de um texto dissertativo-argumentativo, zera a prova.
Ainda sobre os cuidados de escrita: prefira a forma impessoal, na terceira pessoa do singular ou na primeira do plural, com moderação. Evite gírias e internetês, como abreviações do tipo “vc” e palavras informais ou vulgares. Fuja do senso comum, dos achismos, das generalizações e dos argumentos sem base em fatos ou repertório sociocultural. Evite também palavras vagas, como “coisa”, “ruim”, “bom” ou “todo mundo”.
Na conclusão, que traz a proposta de intervenção, atenção redobrada. Não esqueça de incluir agente, ação, meio ou modo, efeito e detalhamento. Evite propostas vagas, do tipo “é preciso conscientizar”, sem detalhar quem faz e como faz. E lembre-se: propostas que firam os direitos humanos anulam a Competência 5.
A prova de redação exige a produção de um texto dissertativo-argumentativo, na modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. Os aspectos avaliados relacionam-se às competências que devem ter sido desenvolvidas ao longo da formação, ou seja, ao final do ensino médio.
Nessa redação, você deverá defender um ponto de vista a respeito do tema proposto, apoiado em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual. Para tanto, deverá selecionar, organizar e relacionar, também de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa do seu ponto de vista. Você também deverá elaborar uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto. Por fim, essa proposta deve respeitar os direitos humanos.
O que as redações nota mil têm em comum?
Analisar os textos que alcançaram a pontuação máxima ajuda a entender o caminho para a nota mil. Ao selecionar uma redação de destaque de cada ano recente, professores traçaram um raio X desses textos e apontaram padrões que se repetem.
Os temas dos anos analisados foram: o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira, em 2020; a invisibilidade e o registro civil como garantia de acesso à cidadania, em 2021; os desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais, em 2022; a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher, em 2023; e a valorização da herança africana no Brasil, em 2024.
O primeiro ponto em comum é o uso estratégico do repertório sociocultural. A Competência 2 exige que o participante utilize repertórios relacionados ao tema para embasar os argumentos, como filmes, livros, autores, músicas e reportagens. O segredo não está em decorar citações, mas em conectar essas referências ao argumento de forma natural e coerente, sem que pareçam artificiais ou decoradas.
A coesão é outro fator decisivo. A distribuição equilibrada dos conectores e a retomada de termos-chave na conclusão consolidam o encadeamento das ideias, o que atende às Competências 3 e 4. Ainda assim, não há necessidade de usar elementos coesivos em excesso, nem de recorrer a expressões antigas: é possível empregar conjunções variadas dentro de um repertório mais próximo do atual.
A escrita à mão e o desafio da geração Z no Enem 2026
O uso de inteligênciais artificias em excesso e redes sociais diminuiram e muito, a capacidade de redação dos estudantes. Há um ponto pouco discutido que impacta diretamente a redação: a geração que está prestando o Enem escreve cada vez menos à mão. Levantamentos apontam que cerca de 40% dos jovens da geração Z já não dominam a escrita à mão em nível funcional. Não se trata apenas de caligrafia ruim, mas de uma dificuldade concreta de se expressar com clareza quando a tarefa exige papel e caneta.
Essa mudança preocupa especialistas. O abandono da escrita manual pode gerar uma crise de inteligência, já que escrever à mão desacelera o cérebro em prol de mais profundidade e treina habilidades que o mundo digital não exercita. A observação é relevante porque a redação do Enem continua sendo manuscrita, o que exige treino específico de caligrafia, organização e pensamento estruturado.
Professores no Brasil relatam um padrão parecido nas salas de aula: respostas muito curtas, textos quebrados, pouca pontuação e forte influência do jeito de conversar em aplicativos de mensagem. A recomendação é simples e prática: reservar períodos curtos para escrever textos manuscritos mais longos, fazer ao menos parte dos simulados no papel e tratar a caligrafia não como castigo, mas como ferramenta de aprendizado. É esse hábito que faz diferença na hora da prova. Saiba também sobre o Prouni!
Tourdabel