quinta-feira , agosto 13 2026
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Redação do Enem 2026: como se preparar para a nota mil

O Enem 2026 vem aí, e a redação é um dos pontos-chave para quem quer se destacar em uma prova tão concorrida. O exame é a chance de entrada em universidades estaduais e federais de todo o país, e a redação para o Enem 2026 é a parte do teste que mais ajuda em desempates e no aumento das notas em cursos concorridos, como medicina.

Pensando nisso, a equipe do Tour da Bel desenvolveu uma professora virtual, que pode ser acessada no ChatGPT de forma gratuita, para preparar os estudantes para a redação do Enem 2026. Neste artigo, você encontrará um guia para se preparar para a prova e, principalmente, para as provas de redação e disciplinas de humanas.

Como se preparar para o Enem 2026 antes da prova

Todo concurso, como o vestibular, exige técnicas para aumentar o desempenho nas notas. No Enem 2026, não é diferente. Vamos listar alguns tópicos para ajudar você nesse preparo:

  1. Leia o edital do Enem 2026 com atenção e calma.
  2. Crie uma rotina de estudos diária. Alguns especialistas recomendam distribuir o tempo de estudos ao longo do dia para assimilar melhor o conteúdo e cansar menos.
  3. Mantenha também a promoção de um estilo de vida saudável. Muitos estudantes acreditam que estudar o dia todo, sem pausas para descanso, alimentação saudável ou prática de exercícios físicos, é o caminho. Porém, na prática, pessoas disciplinadas com o próprio bem-estar reduzem os índices de ansiedade e estresse, que podem atrapalhar bastante o desempenho.
  4. Leia e assista a notícias todos os dias. Notícias gerais, desde economia até temas sensíveis, como guerras e índices de criminalidade no país e no mundo.
  5. Diminua o tempo de uso de redes sociais.
  6. Estude com o YouTube: assista a vídeos de professores especialistas em Enem e também em concursos.
  7. Crie um RSS com notícias, envie direto para o seu e-mail e filtre o que realmente tem potencial de conhecimento para a sua prova.
  8. Estude os meios de transporte para o local de prova. Se o local tiver metrô ou acesso fácil por bicicleta, são boas alternativas para evitar atrasos. Se o local da prova for longe da sua residência, tente se programar para almoçar na região da prova.
  9. Evite beber ou sair à noite no dia anterior à prova. Não se estresse: tudo o que você estudou até então é suficiente para o seu desempenho.
  10. Faça redações para o Enem pelo menos duas vezes por semana. Peça a alguém para ler o seu texto ou use a nossa professora virtual para guiar a sua redação. Faça simulados, tanto online quanto com provas impressas.

O que fazer no dia da prova do Enem 2026

  1. Saia de casa com antecedência. Todos os anos, vemos pessoas chorando no portão dos locais de prova porque chegaram atrasadas. Leve água e um pequeno lanche, pois a prova é longa. Evite comidas pesadas que podem causar sono, como, por exemplo, feijoada.
  2. Faça a redação primeiro, a lápis, e depois passe para a caneta, lendo com atenção para a ortografia e o conteúdo. Leia o enunciado com bastante atenção!
  3. Logo depois, faça as questões das matérias em que você tem mais facilidade.
  4. Em seguida, verifique quanto tempo falta para terminar a prova. Se o tempo for acima de duas horas, saia um pouquinho para respirar e ir ao banheiro.
  5. Transcreva as respostas das questões que você já fez.
  6. Comece as questões das disciplinas em que tem dificuldade. Passe as respostas para o gabarito.
  7. Verifique se você não deixou nenhuma questão em branco.
  8. Prepare-se para o segundo dia de prova!

Boa sorte!

Como será feita a correção das redações do Enem 2026?

A redação do Enem é avaliada com base em cinco competências. Cada uma vale de 0 a 200 pontos, somando um total de 1.000 pontos. O texto é lido por dois corretores de forma independente, e os níveis variam em saltos de 40 pontos (0, 40, 80, 120, 160 e 200).

  • A Competência 1 trata do domínio da norma culta da língua escrita (gramática, ortografia, pontuação e concordância).
  • A Competência 2 diz respeito à compreensão do tema e à aplicação de conceitos de várias áreas, o repertório sociocultural, dentro da estrutura dissertativo-argumentativa.
  • A Competência 3 envolve a seleção, a relação, a organização e a interpretação de informações e argumentos em defesa de um ponto de vista, ou seja, o projeto de texto.
  • A Competência 4 avalia o conhecimento dos mecanismos linguísticos e o uso adequado de elementos de coesão, os conectivos entre frases e parágrafos. Por fim, a Competência 5 exige a elaboração de uma proposta de intervenção para o problema abordado, contendo agente, ação, meio ou modo, efeito e detalhamento, sem ferir os direitos humanos.

Evite fugir do tema ou usar a primeira pessoa do singular. Não copie os textos motivadores, não use gírias e não desrespeite os direitos humanos. Mantenha o texto com mais de sete linhas e use a norma culta da língua.

Alguns deslizes comprometem seriamente a nota. A fuga ao tema, ou seja, desviar do assunto principal da proposta, zera a redação. A cópia literal de trechos inteiros dos textos motivadores faz com que essas linhas sejam descontadas da contagem final. O texto curto também prejudica: escrever até sete linhas anula a redação, e menos de vinte linhas dificulta uma nota alta. A fuga ao tipo textual, como fazer um poema ou uma narração em vez de um texto dissertativo-argumentativo, zera a prova.

Ainda sobre os cuidados de escrita: prefira a forma impessoal, na terceira pessoa do singular ou na primeira do plural, com moderação. Evite gírias e internetês, como abreviações do tipo “vc” e palavras informais ou vulgares. Fuja do senso comum, dos achismos, das generalizações e dos argumentos sem base em fatos ou repertório sociocultural. Evite também palavras vagas, como “coisa”, “ruim”, “bom” ou “todo mundo”.

Na conclusão, que traz a proposta de intervenção, atenção redobrada. Não esqueça de incluir agente, ação, meio ou modo, efeito e detalhamento. Evite propostas vagas, do tipo “é preciso conscientizar”, sem detalhar quem faz e como faz. E lembre-se: propostas que firam os direitos humanos anulam a Competência 5.

A prova de redação exige a produção de um texto dissertativo-argumentativo, na modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. Os aspectos avaliados relacionam-se às competências que devem ter sido desenvolvidas ao longo da formação, ou seja, ao final do ensino médio.

Nessa redação, você deverá defender um ponto de vista a respeito do tema proposto, apoiado em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual. Para tanto, deverá selecionar, organizar e relacionar, também de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa do seu ponto de vista. Você também deverá elaborar uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto. Por fim, essa proposta deve respeitar os direitos humanos.

O que as redações nota mil têm em comum?

Analisar os textos que alcançaram a pontuação máxima ajuda a entender o caminho para a nota mil. Ao selecionar uma redação de destaque de cada ano recente, professores traçaram um raio X desses textos e apontaram padrões que se repetem.

Os temas dos anos analisados foram: o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira, em 2020; a invisibilidade e o registro civil como garantia de acesso à cidadania, em 2021; os desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais, em 2022; a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher, em 2023; e a valorização da herança africana no Brasil, em 2024.

O primeiro ponto em comum é o uso estratégico do repertório sociocultural. A Competência 2 exige que o participante utilize repertórios relacionados ao tema para embasar os argumentos, como filmes, livros, autores, músicas e reportagens. O segredo não está em decorar citações, mas em conectar essas referências ao argumento de forma natural e coerente, sem que pareçam artificiais ou decoradas.

A coesão é outro fator decisivo. A distribuição equilibrada dos conectores e a retomada de termos-chave na conclusão consolidam o encadeamento das ideias, o que atende às Competências 3 e 4. Ainda assim, não há necessidade de usar elementos coesivos em excesso, nem de recorrer a expressões antigas: é possível empregar conjunções variadas dentro de um repertório mais próximo do atual.

A escrita à mão e o desafio da geração Z no Enem 2026

O uso de inteligênciais artificias em excesso e redes sociais diminuiram e muito, a capacidade de redação dos estudantes. Há um ponto pouco discutido que impacta diretamente a redação: a geração que está prestando o Enem escreve cada vez menos à mão. Levantamentos apontam que cerca de 40% dos jovens da geração Z já não dominam a escrita à mão em nível funcional. Não se trata apenas de caligrafia ruim, mas de uma dificuldade concreta de se expressar com clareza quando a tarefa exige papel e caneta.

Essa mudança preocupa especialistas. O abandono da escrita manual pode gerar uma crise de inteligência, já que escrever à mão desacelera o cérebro em prol de mais profundidade e treina habilidades que o mundo digital não exercita. A observação é relevante porque a redação do Enem continua sendo manuscrita, o que exige treino específico de caligrafia, organização e pensamento estruturado.

Professores no Brasil relatam um padrão parecido nas salas de aula: respostas muito curtas, textos quebrados, pouca pontuação e forte influência do jeito de conversar em aplicativos de mensagem. A recomendação é simples e prática: reservar períodos curtos para escrever textos manuscritos mais longos, fazer ao menos parte dos simulados no papel e tratar a caligrafia não como castigo, mas como ferramenta de aprendizado. É esse hábito que faz diferença na hora da prova. Saiba também sobre o Prouni!

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